sábado, 24 de novembro de 2007

MALAS PRONTAS


Segunda é o dia...


Malas prontas, celulazinhas do coração apertadinhas de saudades...

Nunca tive essa sensação em véspera de viagem...ainda mais uma viagem rumo ao paraíso. O grande dia do ano sempre foi aquele em que Rio Verde ficava bem longe.

Mas esse ano, estou deixando um pedaço bem grande do meu coração aqui... tem muita coisa que eu queria carregar na minha mala... mas não posso...

Vou sentir saudades da minha rotina matinal e da loucura das últimas semanas... da falta de tempo, do coração batendo forte, da ansiedade, da falta de fome, da insônia, das noites longas de pensamentos im(possíveis)...


Beijocas pra Mami e Papi que estão comigo sempre...
Abraços pra Ericota, minha irmã-gafanhota, o maior presente de 2007...
Um apertão pra cada um dos sobrinhos lindos...meu Dili-pop e Isabêbada...
Um cheirinho no Lilicão que vai ficar uivando de saudades e incomodando os vizinhos...
Uma passadinha de mão em cada um dos meus queridos livros...

domingo, 18 de novembro de 2007

TEMPO


Esse foi o feriado+final de semana mais longo da minha vida. Descobri que o tempo não anda de bem comigo. Esse ano passou mais rápido do que eu combinei com ele...

Deixei de ter cara de adolescente... tenho 33 fios de cabelo branco, uma ruguinha na testa que parece que eu usei touca cirúrgica o dia inteiro.

Além disso, ele não tem sido camarada quando preciso. Não sei se por castigo, ele fez esse final de semana parecer 1 mês. Poderia ter feito aquela hora e meia durar 1 mês também, mas ela passou num piscar de olhos.

Eu nunca encarei o processo de envelhecimento numa boa. Morro de medo de voltar a usar fraldas no final da vida, perder a lucidez e ser tratada como criança novamente. Aliás, essa é uma boa hora para falar sobre isso. Sobre a "velhice". Fiz uma palestra em uma escola de Montividiu mês passado e um professor usava uma camiseta com os dizeres "velho não, idoso". A camiseta era parte de uma campanha da escola pela valorização da Terceira Idade. Adorei.

Tenho tomado cuidado para não usar as palavras: velhinho, véia, velhice...rsrsrs. Também tenho aprendido muita coisa sobre sexualidade na Maturidade. Poxa...to indo almoçar agora. Depois termino essa postagem. Vai ser longa...


segunda-feira, 12 de novembro de 2007

P#$@%¨% M*#&#


A ham...pra quem me conhece, sabe que eu não costumo usar palavrões pra expressar raiva, angústia, medo, surpresa ou seja lá que sentimento for.

Mas hoje acordei com um p%$&** medo dessa viagem pra Maceió. Medo de avião. O pior mesmo é que, quando eu estava procurando uma linda foto para ilustrar esta postagem, digitei AVIÃO no google. Não adianta eu tentar explicar o que eu vi...mas você pode tentar realizar a mesma busca e as imagens já lhe dirão do que se trata. Minha idéia era acalmar meus pensamentos, desembrulhar o estômago e talvez até imaginar uma sensação boa dentro do meio de transporte mais absurdo que já inventaram no mundo. Não rolou... meu p##*¨*¨ medo aumentou....rsrsrs

Minha mãe sempre me diz que não se morre antes da hora...mas... e se for minha hora?

Espero que não seja...tenho algumas coisas ainda pra fazer na vida, as quais eu não poderia morrer sem experimentar. Correr livre, leve e solta em uma praia naturalista é uma delas...deve ser ótimo não ficar preocupada se o biquini está realmente no lugar. Tocar jazz no piano e saber, como diz John Mayer em Comfortable, diferenciar Miles de Coltrane. Ganhar uma partida de xadrez (sem que o adversário me deixe ganhar) e ouvir as músicas mais toscas dos anos 80, como London London, do RPM e Tic Tic Nervoso, de uma banda que eu nem lembro o nome. Também adoraria fazer um curso de culinária...acho que só tá faltando isso pra eu ganhar o título de esposa perfeita...rsrsrs.

Bem, dia 27 estou indo. Se for minha hora, estarei moidinha e estraçalhada como nas fotos do google e ficará mais do que provado que realmente valeu a pena eu não me preocupar tanto com as minhas gordurinhas e ter passado mais tempo fazendo levantamento de sanduíches do Mac Donald do que levantamento de peso. Se não for minha hora, tomarei providências para que minha listinha de vontades seja cumprida o mais rápido possível.



domingo, 11 de novembro de 2007

DOUTORA


As pessoas sempre perguntam se eu sou "dotôra". Não sou.

Eu seria péssima médica...sou exageradamente perfeccionista, ansiosa e controladora. Acho que eu ficaria ligando pra casa dos pacientes pra saber se melhoraram, se compraram o remédio, se fizeram os exames... e daria umas broncas caso não tivessem feito o que eu orientei.

Nunca pensei em fazer medicina. Mas pensei em ser várias coisas. De dubladora de filme infantil a diretora de uma fábrica de tecidos estampados. Depois resolvi que seria apenas dona de casa... Já fiz de tudo um pouco: fui professora de inglês, costureira, artesã, quase-nutricionista, pianista, atriz de teatro infantil, cantora de barzinhos, professora de música...embora sempre tenha me esforçado para ter sucesso nas profissões pelas quais passei, eu sabia que não tinha nascido pra nenhuma delas: sou péssima dona de casa, não entendo muito bem o inglês dos noticiários da CNN, me irrito com a minha voz de Branca de Neve virgem quando canto e odeio ensinar ritmo pra quem não nasceu com ele....

Depois de 10 anos, descobri minha habilidade...falar sobre sexo...e isso eu faço como ninguém. Minha empolgação é tamanha que chego a espantar clientes de um restaurante quando esqueço que as pessoas se sentem incomodadas em ouvir papos sobre orgasmo feminino, tamanho do pênis e sexualidade na terceira idade.

Todo dia me encanto com uma nova descoberta da sexologia. Dias atrás eu estava conversando com meu pai sobre masturbação na adolescência em um churrasco de domingo. Mais inusitado, impossível.

Às vezes acham que eu sou doutora sexóloga...e que posso resolver problemas sexuais de toda ordem. Não sou terapeuta sexual, sou educadora sexual...e acho que serei para o resto da vida. Imagino meu netos batendo papo comigo, me perguntando como foi minha primeira vez e se o vovô ainda dá conta da vovó...rsrsrs.

E eu vou responder...com o maior prazer.



MAS...


MAS...


Eu só queria paz, MAS...

Eu não queria surpresas, MAS...

Eu não queria pensar o tempo todo, MAS...

MAS... eu penso

MAS....eu penso bastante

MAS...eu penso muito

MAS...eu penso demais

to pensando agora...

sábado, 10 de novembro de 2007

TÍNHAMOS MAIS ESPINHAS E MENOS PROBLEMAS?


ainda saudade...

Eu acordava todo dia, às 6:25, para pegar o ônibus Vila Velha em direção ao Colégio Sagrado Coração de Jesus.

Não era chato...era a melhor parte do dia saber que eu encontraria as amigas mais loucas e queridas do mundo. O colégio era só de meninas, colégio de freiras.

Por fora, uma construção tradicional, pintada com um bege sério que lembrava a época em que os alunos tinham que se ajoelhar no milho quando faziam alguma peripécia.

Por dentro, corredores compridos, piso de taco (algumas peças estavam soltas e nos faziam tropeçar), paredes com azulejo verde-calcinha.

Como pode um lugar tão melancólico ter sido o cenário das melhores delícias da adolescência?

Em uma manhã era possível chorar, brigar, gargalhar, fazer as pazes, se esconder das irmãs disciplinadoras, aprender coisas úteis pra vida toda e até coisas inúteis, também pra vida toda...rsrs

O melhor eram os papos sobre virgindade (ou a perda dela) nas horas mais impróprias.

Já assistiu Mudança de Hábito? Freiras maluquinhas fazendo coisas maluquinhas... Woopy Goldberg não teria a luz dos holofotes perto das freiras que comandavam nossa escola. Ao mesmo tempo em que eram suficientemente megeras pra verificar se as cores de nossas meias estavam de acordo com a cor do uniforme, também eram potencialmente malucas pra contratar um segurança de 20 e poucos anos, aspirante a modelo, com lindo olhos claros.

Irmã Giselda, diz a lenda que tinha mais de 200 anos. Ninguém sabia ao certo se ela era de carne e osso ou se era o seu fantasma que dava bronca e gelava nossa alma.

De panelinhas rivais, viramos, no final do M4, uma grande família que fez parte da formação da personalidade de cada aluna.

Queríamos ir pra faculdade de uma vez por todas, pra não ter que usar nunca mais o tal do uniforme cinza.

Na minha primeira manhã de universidade eu não sabia que roupa colocar. Meu uniforme cinza ainda estava no guarda-roupa... e naquela manhã eu daria tudo pra vesti-lo novamente e poder reviver os melhores 4 anos da minha vida.

SAUDADES


Final de semana preguiçoso.
Preciso fazer trabalho de dona de casa....mas tá difícil.
Hoje senti saudade de muita coisa:
- do magistério
- da ericota (apesar de conversar com ela todo dia)
- do café da tarde na casa na Nona, nas tardes chuvosas de Curitiba
- de ficar acordada até tarde brincando de Barbie com a prima
- da minha casinha de bonecas
- do barulho da janela abrindo de manhã, daquela casa na Santa Quitéria
- da lareira em julho com chocolate quente e manta de lã
- do sonhos encantados, com o principe encantado em um lugar encantado
- senti saudades de pessoas que não vejo há muito tempo e das pessoas que acabei de conhecer também
- ai, saudade faz doer o coração...