
As pessoas sempre perguntam se eu sou "dotôra". Não sou.
Eu seria péssima médica...sou exageradamente perfeccionista, ansiosa e controladora. Acho que eu ficaria ligando pra casa dos pacientes pra saber se melhoraram, se compraram o remédio, se fizeram os exames... e daria umas broncas caso não tivessem feito o que eu orientei.
Nunca pensei em fazer medicina. Mas pensei em ser várias coisas. De dubladora de filme infantil a diretora de uma fábrica de tecidos estampados. Depois resolvi que seria apenas dona de casa... Já fiz de tudo um pouco: fui professora de inglês, costureira, artesã, quase-nutricionista, pianista, atriz de teatro infantil, cantora de barzinhos, professora de música...embora sempre tenha me esforçado para ter sucesso nas profissões pelas quais passei, eu sabia que não tinha nascido pra nenhuma delas: sou péssima dona de casa, não entendo muito bem o inglês dos noticiários da CNN, me irrito com a minha voz de Branca de Neve virgem quando canto e odeio ensinar ritmo pra quem não nasceu com ele....
Depois de 10 anos, descobri minha habilidade...falar sobre sexo...e isso eu faço como ninguém. Minha empolgação é tamanha que chego a espantar clientes de um restaurante quando esqueço que as pessoas se sentem incomodadas em ouvir papos sobre orgasmo feminino, tamanho do pênis e sexualidade na terceira idade.
Todo dia me encanto com uma nova descoberta da sexologia. Dias atrás eu estava conversando com meu pai sobre masturbação na adolescência em um churrasco de domingo. Mais inusitado, impossível.
Às vezes acham que eu sou doutora sexóloga...e que posso resolver problemas sexuais de toda ordem. Não sou terapeuta sexual, sou educadora sexual...e acho que serei para o resto da vida. Imagino meu netos batendo papo comigo, me perguntando como foi minha primeira vez e se o vovô ainda dá conta da vovó...rsrsrs.
E eu vou responder...com o maior prazer.
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